NOEMIA ALVES
Da reportagem local
Levantamento da Secretaria Municipal de Desenvolvimento revela que Mogi das Cruzes tem ao menos cinco pontos de forte potencial turístico e que precisam receber investimentos: Pico do Urubu (na Serra do Itapeti), Parque Centenário (César de Souza), Parque Leon Feffer (Brás Cubas), Pedreira de Sabaúna e Represa do Rio Jundiaí, em Taiaçupeba. São locais de conhecimento da maioria dos mogianos, mas que precisam de forte investimento do poder público para que se tornem, de fato, polos turísticos de visitação rápida a partir do próximo ano.
A estimativa, segundo o secretário Marcos Damásio, é de que são necessários R$ 5 milhões para realização de melhorias como obras para acomodação da população, reforma dos espaços e serviços de infraestrutura a fim de garantir fácil acessibilidade dos turistas. O projeto executivo de cada um dos empreendimentos está sob análise do Ministério do Turismo por meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Sincov).
"A determinação do prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) é para transformar Mogi numa cidade reconhecidamente turística, voltada às visitas rápidas. O município tem vocação e potencial para isto, mas, antes, precisa de investimentos de valorização de alguns pontos já existentes", explica Marcos Damásio.
Ele conta que entre os projetos apresentados ao governo federal, em 6 de agosto deste ano, tem destaque a implantação de um mirante no Pico do Urubu. Afinal, trata-se de R$ 800 mil para reforma do espaço, com instalação de ao menos quatro banheiros biodigestores (ao invés de rede de esgoto, são instaladas fossas especiais que auxiliam no tratamento de resíduos naturalmente), área para estacionamento, pavimentação da estrada de acesso, entre outras melhorias. "É um projeto audacioso, porque demanda forte investimento, mas ecologicamente correto", garante Marcos Damásio. Ele conta que, por diversas vezes, técnicos da diretoria de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento, além da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente, se reuniram com representantes de órgãos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. "O Departamento de Uso e Ocupação do Solo (Dusm), por exemplo, já emitiu parecer favorável a este projeto", confirmou o diretor de Turismo local, Fábio Barbosa. "Na prática, estaremos legalizando um tipo de turismo que já acontece naquela região. Porém, com mais segurança e conforto. Afinal, são inúmeras as pessoas que seguem para o ponto mais alto da Serra do Itapeti com a intenção de praticar rapel, parapente ou simplesmente admirar a linda vista", acrescenta Damásio.
Ele ressalva que, se o projeto for aprovado no governo federal, serão realizadas novas reuniões com representantes de órgãos ligados ao meio ambiente. "A ideia é implantar o ecoturismo, mas sem agredir o meio ambiente".
Outro projeto que deve incentivar as visitas de turistas a Mogi, especialmente durante o verão e finais de semana, é a Pedreira de Sabaúna. O espaço de lago, cachoeira e muito verde, que até a década de 50 pertenceu à extinta Rede Ferroviária Federal, é apontada na pesquisa da Secretaria de Desenvolvimento como uma área propícia para se tornar um novo parque municipal.
"Nossa proposta é utilizar R$ 200 mil para desapropriação da área, implantação de infraestrutura, assim como serviços de acomodação como quiosques, bancos, quadras poliesportivas. É ideal para visitações de mais de duas horas", defende Damásio.
O distrito de Taiaçupeba também deve merecer atenção do turismo, segundo pesquisa da Secretaria de Desenvolvimento. "As represas daquela região (Jundiaí e Taiaçupeba) atraem muitos pescadores, mas também são propícias ao turismo rural", afirma Damásio, sem dar detalhes do projeto.
No Parque Centenário, a proposta é a instalação de um teleférico. "É um parque que está localizado numa região privilegiada da cidade e que tem uma vista aérea belíssima", acrescenta o secretário. Segundo ele, o modelo de transporte aos turistas está avaliado em R$ 3 milhões.
No Parque Leon Feffer, a ideia é promover obras de restauração das quadras poliesportivas, quiosques, entre outros serviços. Como os parques municipais são administrados pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Marcos Damásio pretende discutir as eventuais mudanças nos espaços de lazer com o secretário Romildo de Pinho Campello.