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Cidade| Denúncia

Palestinos prometem apelar a Bertaiolli

Refugiados que se queixam de descaso por parte de entidades humanitárias vão pedir audiência e intervenção do prefeito de Mogi

Publicada em 02/08/09

Marcelo Alvarenga

Revelações: Palestinos reclamam de descaso por parte da ACNUR e da Cáritas Diocesana. Eles pretendem pedir ajuda do prefeito Marco Bertaiolli

NOEMIA ALVES
Da reportagem local

Os integrantes do Comitê Autônomo de Solidariedade ao Povo Palestino devem se reunir nas próximas semanas com o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM). O grupo, liderado por Mauro Rodrigues de Aguiar, irá solicitar do chefe do Executivo assistência social e médica aos 57 refugiados palestinos abrigados no município, desde 2007, por meio do Programa de Reassentamento Solidário do governo federal.
A data e horário da audiência com Bertaiolli, segundo Aguiar, depende da conclusão do dossiê que está sendo elaborado pelo grupo para ser entregue também na Justiça Federal. O documento terá dados pessoais das famílias, assim como detalhes do atendimento prestado pela Cáritas Diocesana (entidade de Mogi contratada para receber e orientar os refugiados) e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) nos últimos 25 meses.

"Não queremos fazer denuncismo, mas sim buscar um auxílio a quem já sofreu muito com a guerra. O prefeito (Marco Aurélio Bertaiolli) tem se mostrado sensível aos assuntos relacionados à assistência social e pode nos ajudar de alguma maneira", acredita Aguiar.
O Comitê afirma que os estrangeiros encontram-se em situação de abandono e que estariam sendo vítimas de negligência por falta de atendimento adequado.

A gota d´água que teria motivado grupo de palestinos a procurar o Mogi News para denunciar maus-tratos e falta de assistência social foi a morte de Nusha El Loh, de 65 anos. Ela faleceu na noite de segunda-feira na Santa Casa de Mogi, vítima de pneumonia e diabetes.
"Os médicos foram heróis ao fazer de tudo para mantê-la viva, mas parece que a situação em que ela vivia, dormindo no chão, sem cobertor ou qualquer outro tipo de assistência médica, fez com que o quadro de saúde dela se complicasse. Não podemos deixar que outras pessoas percam a vida dessa maneira", comentou Aguiar.
Como protesto e na tentativa de chamar a atenção das autoridades, o Comitê distribuiu ontem folhetos de manifesto à morte de Nusha El Loh, na VII Conferência Municipal de Assistência Social, realizada na Universidade Braz Cubas (UBC). O protesto pacífico surtiu efeito e alguns integrantes do Conselho Municipal de Assistência Social, além do advogado Everaldo Carlos de Melo, discursaram em favor dos palestinos e prometeram acrescentar a reivindicação no relatório dos assuntos que serão discutidos na Conferência Estadual de Assistência Social.
"É uma vitória, mas agora, faltam novas batalhas", finalizou Aguiar.



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