Quem procura emprego em Mogi reclama que o mercado está exigente demais. Solicitações como experiência na função e especializações são encaradas como empecilhos pelos candidatos às vagas.
A rotina de quem está em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho é basicamente a mesma: sair de casa cedo, com currículos, cartas de referência e comprovações de experiência ou formação debaixo do braço, percorrer agências de emprego e empresas e torcer por um retorno positivo. No caso do operador de Expedição Douglas Henrique Pires, 22 anos, essa rotina é repetida diariamente. Desempregado há cerca de um ano, ele busca uma vaga no setor operacional. "Eu trabalhava em uma indústria, que demitiu vários funcionários por causa da crise e eu fui um deles", contou. Para garantir um outro emprego, Douglas busca incluir os estudos no currículo. "Experiência eu já tenho, mas o mercado exige cada vez mais e temos de correr atrás disso".
A vendedora Everlyn Cristina Germano, 20 anos, trabalhou quatro meses como operadora de Telemarketing. Agora, desempregada, cumpre a rotina de visitar as agências de emprego. Segundo ela, o mercado não dá chances para quem quer recomeçar. "São muitas exigências, que diminuem as chances para quem está começando a trabalhar. O empregador exige experiência e quem é calouro no mercado de trabalho automaticamente está fora da disputa", reclamou. (T.E.)