Júlia Guimarães
Da reportagem local
Assim como os empresários do setor, muitos mogianos que frequentavam os bingos aguardam com ansiedade a possível reabertura das casas. Trata-se de gente que fazia apostas diárias e que chegava a passar noites inteiras dentro dos estabelecimentos. O Mogi News entrevistou algumas dessas pessoas que, mesmo pedindo para não serem identificadas, não admitiram que tenham perdido grandes quantias nos jogos.
Uma dona de casa, de 69 anos, contou que ia aos bingos de Mogi diariamente e fazia apostas sozinha. Para ela, os estabelecimentos eram uma distração e uma oportunidade de levar dinheiro para casa, como os prêmios de R$ 700 que diz ter ganhado em diversas vezes.
Ela admitiu que ainda frequenta casas de bingo e que para isso viaja a cada duas semanas para cidades como Santo André e Osasco: "Se é ilegal eu não sei. Mas os bingos estão lá com as portas abertas funcionando normalmente".
Outro exemploOutra mulher, uma funcionária pública de 41 anos, conta que frequentava os bingos desde que eles começaram a funcionar em Mogi. Ela ia sozinha aos estabelecimentos, mas encontrava várias pessoas conhecidas neles todos dos dias.
O maior prêmio que já ganhou nas máquinas foi de R$ 2.500. "Eu não ficava muito tempo, mas tenho amigas que passaram a noite toda no bingo. Já ganhei muito dinheiro e perdi um pouco também".
Uma terceira entrevistada conta que frequentava os bingos com toda a família e que os locais eram um divertimento. Em uma única noite, ela chegou a ganhar três prêmios de R$ 400 na mesa de bingo, mas diz nunca ter perdido grandes quantias. "Quando não estávamos com sorte, voltávamos para casa mais cedo. Sou a favor da legalização. Ninguém obriga ninguém a jogar, a pessoa tem de ter consciência".
EnqueteO site da Câmara dos Deputados (www2.camara.gov.br/internet/homeagencia) criou uma enquete que pergunta se o internauta concorda com o projeto que autoriza o funcionamento dos bingos no País. Até o início da tarde de sexta-feira, 3.672 pessoas tinham respondido à pergunta, sendo que 91% delas disseram aprovar a regulamentação.