O refluxo consiste na volta do alimento sólido ou líquido que está no estômago pelo esôfago. A doença é muito comum em crianças de até seis meses, já que neste período o aparelho digestivo ainda não se desenvolveu completamente. Quando há freqüência, quantidade e duração exageradas nos vômitos e regurgitações, a enfermidade é considerada patológica.
A coordenadora do Programa de Incentivo ao Aleitamento Materno da Prefeitura de Mogi, Juliana Lorena Meira, informou que 80% dos casos de refluxo têm cura após o início do tratamento com remédios receitados pelo pediatra.
A criança pode ter a doen-ça se apresentar irritação, dificuldade para dormir e se, após três meses de vida, recusar alimentos. Na maioria dos casos, o problema não tratado pode ocasionar complicações no nariz e garganta, além de apnéia (parada cardiorrespiratória) ou parada broncorrespiratória.
De acordo com Juliana, estas podem ter sido as causas da morte do bebê de sete meses na creche de São Paulo. "Possivelmente ele mamou e dormiu. Devido ao refluxo, o leite voltou para sua boca e ele bronco aspirou o líquido, ou seja, o leite foi parar no pulmão, causando a morte".
Prevenção
A maioria dos bebês sofre de refluxo nos primeiros meses de vida, por isso, é importante manter alguns cuidados para que a criança supere esta fase de desenvolvimento do sistema digestivo sem complicações. No caso de alimentos sólidos, sempre dê à criança a menor quantidade de comida possível. Após a amamentação, deixe o bebê de pé para que ele arrote antes de deitá-lo.
A coordenadora do programa informou ainda que elevar a cabeceira da cama e deixar o bebê deitado de lado, em cima do braço direito ou esquerdo, também pode evitar que a criança engasgue durante o sono. "Além de tudo isso, o aleitamento materno é essencial, porque as crianças, nesta fase em que mamam no peito, não sofrem de refluxo. O leite da mãe oferece nutrientes suficientes para o desenvolvimento do sistema digestivo do bebê". (J.S.)